A história de Ilhéus remonta à época das Capitânias Hereditárias,
quando D. João III doou vasta extensão de terra ao Donatário Jorge
de Figueredo Correia. Instalada em 1535 na Ilha de Tinharé, antigo
domínio da Capitania de Ilhéus, a sede administrativa logo se mudou
para a região da Foz do Rio Cachoeira, a chamada Baía de Ilhéus.
Ainda que se falasse da terra as maiores maravilhas, o donatário da
Capitania preferiu o luxo e o fausto da corte, enviando o destemido
espanhol Francisco Romero para enfrentar e depois pacificar a bravura
dos índios tupiniquins. O nome desta terra, São Jorge de Ilhéus, foi dado como homenagem ao
primeiro donatário Jorge de Figueiredo Correia.
Ocupada inicialmente pelos portugueses, Ilhéus chegou a ser a
capitania mais lucrativa da coroa, então foi entrando em lenta
decadência até que foram trazidas as primeiras mudas de cacau. Daí
teve início a grande luta pelo desbravamento desta terra, pontilhada
pelo sangue de índios e jagunços, tocaias nas trilhas que naquela
época interligavam vilas e fazendas. A maioria dos seus 250 mil
habitantes hoje vivem na cidade, apesar de ser um município
bastante extenso, com cerca de 90 quilômetros de praias.